Jacutinga: lojistas se preparam para a chegada do frio e apresentam sua coleção de inverno

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Jacutinga, Capital Nacional das Malhas, está na rota dos lojistas e revendedores da moda inverno. As novas coleções estão em destaque nas vitrines, o corre-corre é intenso e a cidade se prepara para mais uma temporada.

Com a chegada dos dias frios, as malhas em tricô são disputadas para protagonizar os looks. E para falar sobre o que  será tendência nesta nova temporada, a designer de moda Cecilia Seibel dá as dicas para o segmento de malharia retilínea.

Vários  estilos estarão em evidência neste inverno, mas podemos destacar alguns, como o esportivo que se apresenta em peças ajustadas com listras e recortes ergonômicos em harmonia de cores como preto, vermelho e branco.

O estilo Hygge trás o conceito de conforto e simplicidade para a moda, que pode ser traduzido em peças oversize com modelagem envolvente e toque macio e suave. A cartela de cores para este estilo é neutra com predominância de tons claros como beges, off white, nudes e cinzas.

Teremos também uma forte influência dos anos 80 nas modelagens blusè  e nas cores vibrantes e neons, que aparecem como grande aposta da estação.

O espírito Boho anos 70 também está presente na estação no uso de padronagens étnicas, mistura de fios e textura, e franjas em peças de modelagens despojadas como ponchos e capas. A cartela de cores deste estilo é composta por tons terrosos e outonais.

Para as mulheres mais delicadas, a aposta fica por conta de peças de pontos rendados e de modelagem que valoriza a silhueta feminina. Destaque para as mangas que aparecem volumosas e cheias de detalhes. Neste estilo ainda vemos o uso de aviamentos delicados como a pérola e uma cartela de cores suaves com variados tons de nude e rosados.

Jacutinga, Capital Nacional das Malhas

Do casual e popular ao requinte da alfaiataria. As peças em malhas e tricô produzidas em  Jacutinga fazem da cidade referência nacional na produção têxtil. A originalidade das peças produzidas faz com que Jacutinga seja destaque na moda nacional.

Pujante, o setor que transformou o município em um dos maiores centros de malhas do Brasil. Voltado para o mercado atacadista, o polo têxtil produz com exclusividade para os grandes magazines do país. A produção abastece também os lojistas de São Paulo, Minas Gerais e do Rio Grande do Sul e encanta os turistas pela diversidade e preço no mercado varejista local. 

Na rota do turismo de compras, favorecida pela localização estratégica – próximo à Campinas e várias cidades do Leste Paulista, a cidade se destaca no Circuito Turístico das Malhas de Minas Gerais pela criatividade de suas peças.  

Alternativa de sobrevivência para a maioria das famílias, a indústria de malharias e o comércio envolvem, no auge da temporada, cerca de 10 mil trabalhadores e alimenta o sonho de prosperidade em Jacutinga.

Perfil das empresas de Jacutinga

O parque industrial têxtil de Jacutinga é formado por um conjunto de microempresas que utiliza tecnologia de última geração. O negócio, cujo desenvolvimento se deu nas últimas quatro décadas, tem como base empreendimentos familiares, iniciativa na maioria das vezes, das mulheres.

Pulverizadas em pequenas unidades, em média com até 10 colaboradores diretos, as malharias estão espalhadas por toda a cidade. Muitas delas estruturadas no conceito de loja na frente e fábrica atrás. Algumas instaladas em áreas estratégicas na entrada e no centro comercial da cidade disponibilizam estacionamentos e alimentação para os grupos de compradores atacadistas. Outras funcionam conjugadas, uma ao lado da outra, no mesmo conceito loja e fábrica, porém em galerias comerciais.

O número de empresas no Circuito das Malhas no segmento de malharias retilíneas corresponde a 41% do total de empresas atuantes no setor nacional. Este parque industrial é distribuído nos seis municípios que integram o Circuito das Malhas. Além da produção, as regiões Sul e Sudeste se destacam por concentrar os maiores mercados consumidores e sediar os principais centros de distribuição de atacado e varejo do país.

Para alcançar esse nível de produção, o segmento têxtil que começou de forma artesanal e doméstica, teve de enfrentar desafios. Para superar a concorrência com os produtos chineses, com a abertura do país ao mercado internacional, as malharias investiram em modernização de máquinas, treinamento de funcionários e informatização dos processos produtivos. Algumas abandonaram o mercado explorado originariamente dedicando a expansão de mercado com a mudança de foco. É o caso de algumas unidades fabris que originalmente fabricavam malhas para venda em suas lojas e viu oportunidade no estrangulamento de mercado provocado pela invasão chinesa. Esses empresários voltaram sua fabricação apenas para grandes magazines, mudando completamente o mercado alvo.

Caracterizado por uma grande objetividade em termos de necessidades e tipos de produto, este novo filão do mercado de magazines exige aprovação dos modelos e exclusividade do produto a ser fabricado. Este mercado tem também como característica o altíssimo rigor com relação à qualidade e pontualidade.

Com um traçado e um conjunto de prédios comerciais modernos e espaçosos, a Avenida Minas Gerais, principal via de acesso à cidade, concentra as principais marcas e grifes. O comércio se estende pelas demais ruas do centro, em pontos tradicionais que ocupam o entorno da Praça da Rodoviária, rua Senador Luis Lisboa,  dentre outras. A feira permanente, que funciona inclusive nas madrugadas, é a expressão mais popular deste movimento. 

Voltada para o mercado atacadista (lojistas e sacoleiros), a maioria (89%) das malharias de Jacutinga conta equipe de no máximo 10 pessoas para produzir, administrar e vender suas mercadorias. Sob coordenação dos proprietários, essas unidades tem produção média de até três mil peças por mês, enquanto as empresas de  médio porte  (com até 30 funcionários) produzem cerca de 12 mil peças mês. Essa produção abastece as lojas da própria cidade, das cidades vizinhas bem como cidades de São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Sul do país. A comercialização é feita por meio da venda direta nas lojas, em funcionamento pleno durante a temporada nos meses de outono-inverno, e principalmente durante FestMalhas (42ª Edição), que acontece no mês de junho.  As vendas estão se efetuando cada vez mais via internet e ainda por meio das feiras como a que acontece em São Paulo e no sul do país. 

Com um efetivo que varia entre 80 a 150 funcionários e produção média de 80 a 100 mil peças por mês, dez empresas se destacam neste parque industrial, pelo porte e produção em escala voltada ao atendimento dos grandes magazines. O controle rigoroso de qualidade exigiu o desenvolvimento de sistemas extremamente qualificados da produção e investimento em maquinários e processos avançados, bem como investimentos em criação e desenvolvimento de produtos.

Festmalhas: de 7 a 23 de junho de 2019. http://www.festmalhas.com.br

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