Dívida de R$ 30 milhões do governo de MG faz Hospital de Pouso Alegre entrar em crise

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Com cerca de 7 mil atendimentos por mês, o Hospital Samuel Libânio vive uma crise. Segundo a administração, desde setembro do ano passado o governo do estado deixou de repassar mais de R$ 30 milhões para o hospital.

O hospital recebe pacientes de baixa, média e alta complexidade. Ele está sempre com a porta lotada e com entra e sai de carros e ambulâncias.

Nesta sexta-feira (5), o pronto-socorro do hospital estava lotado de pacientes em tratamento. Situação incomum, já que normalmente eles deveriam ter sido encaminhados para enfermaria ou para os quartos.

“Hoje você viu, esses pacientes nos corredores, são 55 pacientes internados no pronto-socorro, onde não devem ter pacientes no pronto-socorro, nem corredor, a gente não tem como dar uma assistência de qualidade para esse paciente”, disse o coordenador do pronto-socorro, Miguel Pereira Júnior.

Ainda segundo o responsável pelo pronto-socorro, a quantidade de pacientes que chega de outras cidades é uma das causas da superlotação.

“A maioria dos municípios vizinhos, os pronto atendimentos estão fechando por falta de recursos e com isso, fechando, todos esses pacientes vão para a porta do pronto-socorro”, disse o coordenador.

O hospital realiza em média sete mil atendimentos por mês, de pacientes de Pouso Alegre e outras cidades da região. Além da superlotação, a administração do hospital reconhece que enfrenta problemas financeiros.
“Esse reflexo vem às vezes na falta de ampliação das equipes médicas, na falta de aquisição dos medicamentos, mas a saúde tem uma demanda diária que não pode esperar”, disse o presidente da FUVS, José Walter da Mota Matos.

Sem recursos para investimentos, ampliação de leitos e contratação de novos profissionais, o presidente da fundação que administra o Samuel Libânio diz que a superlotação é inevitável.

“Nós não deixamos de atender. Nos municípios no entorno, muitos deles às vezes não têm a unidade básica de saúde, deixam os pacientes aqui, o nosso hospital tem a cultura de atender a todos que nos procuram”, disse o presidente da FUVS.

(G1 Sul de Minas)

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