Municípios mineiros reprovam proposta do Estado para pagamento de dívida

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Prefeitos de diferentes regiões mineiras se reuniram na quarta-feira, 20, para votar a proposta do Governo de parcelamento da dívida do Estado com as prefeituras de Minas Gerais, no que se refere a repasses constitucionais. A assembleia geral da Associação Mineira de Municípios (AMM) reuniu 328 prefeitos, além de vereadores, vice-prefeitos e servidores públicos. A maioria dos gestores municipais votou contra a terceira versão da proposta apresentada e autorizou o presidente da AMM, 1º vice-presidente da CNM e prefeito de Moema, Julvan Lacerda, a negociar em nome de todos os prefeitos. O acordo engloba a dívida de mais de R$ 1 bilhão do atual governo, e aproximadamente de R$ 6,5 bilhões herdados pela gestão anterior.

Os gestores concordaram que a proposta negociada com o atual Governo está próxima das aspirações das administrações municipais, mas, a maioria, acha que precisam ser mais firmes na busca dos pagamentos atrasados e de um termo que garanta a regularização dos próximos repasses. “Os prefeitos reprovaram essa proposta, e delegaram ao presidente da Associação poderes para negociar com o governo e melhorar esse acordo, chegar mais próximo do que a gente precisa, principalmente em relação ao tempo de pagamento, quando começa a pagar”, reforça o presidente da AMM. Assim que o acordo for finalizado, uma nova reunião será realizada entre as partes, junto com o Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG).

Proposta do Governo

Antecipação do pagamento do débito de janeiro de 2019 para 90 dias após a homologação do regime de recuperação fiscal, em três parcelas. Os débitos de 2017 e 2018 serão pagos na sequência em 30 parcelas; Estado se compromete a não atrasar os repasses do transporte escolar e os valores atrasados serão pagos a partir de março de 2019, em 10 parcelas mensais; Estado alimentará e disponibilizará acesso da AMM ao Siafi, mediante login e senha, para aferição dos valores arrecadados, além de fornecer extrato das contas do ICMS e IPVA em caso de não adequação do Siafi; Estado concordou com o bloqueio imediato, em suas contas, de valores não repassados aos municípios após 30 dias de atraso; Revogação do decreto 47296/2011, extinguindo o Comitê de Acompanhamento de Fluxo Financeiro, que tem a competência de determinar a liberação do fluxo financeiro de todas as despesas da Administração Pública Direta e Indireta do Estado.

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