Padre Fabiano: um jovem à frente da obra de Deus

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PADRE FABIANO DA SILVA (4)
Quando se fala em trabalho voluntário nas igrejas católicas, envolvendo principalmente as pastorais que fazem parte de sua organização assistencial, logo se imagina que os capitães sejam os padres, com suas longas experiencias de vida demonstradas muitas vezes não só pela palavra, mas também por seus cabelos brancos. Mas esse cenário tem mudado ultimamente, sobretudo aqui na cidade, com a chegada dos ‘literalmente’ novos vigários na paróquia de Santo Antônio. Alexandre Acácio Nogueira, 42 e Fabiano Cesar da Silva, 29 serão os responsáveis por capitanear as obras, passar a mensagem que Jesus deixou e principalmente dar a direção espiritual aos fiéis que tanto necessitam de uma ajuda física e apenas de um aconselhamento.
A reportagem do Tribuna do Circuito das Malhas conversou com o Padre Fabiano da Silva para que ele pudesse nos contar um pouco sobre essa sua curta, porém intensa vida de sacerdote e sobre a reação das pessoas ao se deparem com um padre tão jovem. Confira abaixo um trecho da entrevista:
Tribuna: Padre nos conte um pouco sobre sua trajetória?
Padre Fabiano da Silva: Eu sou natural do município de Borda da Mata – MG e ingressei no seminário a exatos em 2008, há 10 anos atrás. Onde estudei filosofia e teologia na FACAPA (Faculdade Católica de Pouso Alegre), que faz parte da Arquidiocese de Pouso Alegre. No ano de 2015 conclui os cursos e parti para uma experiencia missionária em Porto Velho, no estado de Rondônia, onde fiquei por volta de 1 ano e voltei para minha Diocese de onde saí transferido para fazer um estágio pastoral em Cachoeira de Minas – MG, onde permaneci até o meu diaconato, por volta de 8 meses até novembro de 2016. Depois dessa pequena estadia parti para um novo desafio em Sapucaí Mirim – MG, onde fiquei um período como diácono e como vigário paroquial, pois minha ordenação como padre aconteceu em 07 de outubro de 2017. De lá vim transferido para Jacutinga, onde cheguei no mês de fevereiro.
Tribuna: Como foi chegar aqui em Jacutinga, lugar bem próximo a sua cidade natal?
Padre: Recebi o convite e o aceitei com muita alegria, pois já conheci aqui por ser tão próximo e tão conhecida aqui no Sul de Minas por ser muito forte no ramo das malharias e principalmente por esse vínculo afetivo com Borda da Mata. Para mim foi uma surpresa e muito bom vir trabalhar perto de casa.
Tribuna: Como foi sua descoberta para vida vocacional?
Padre: Minha descoberta se deu dentro da própria igreja, desde os 11 anos de idade sempre estive envolvido com os trabalhos da paróquia de Nossa Senhora do Carmo, como acólito e coroinha. Esse contato com os padres e seminaristas foi me despertando o interesse e após participar de uma missa de ordenação eu fiquei inquieto e tive que fazer essa experiencia do seminário para saber se aquilo que estava sentindo era realmente o chamado de Deus.
Tribuna: Como o povo jacutinguense recebeu um padre tão novo quanto o senhor?
Padre Fabiano da Silva: Essa questão da idade é uma coisa que impressiona né, teve uma pessoa que me disse: “Saí de casa pensei que iria encontrar um padre mais velho e chego aqui encontro um menino”. Sabe, tudo vai de como tomamos nossas atitudes, pois falar para o povo acaba sendo até que de certa maneira fácil, mas as atitudes dizem por si só. Sempre após as missas as pessoas de sentem segura e veem como é seriedade e como abraçamos o ministério sacerdotal e porque somos novos não expressamos a segurança de padre velho. Isso é bem cultural.
Tribuna: Qual a maior dificuldade em se manter padre nos dias atuais?
Padre: Hoje a maior dificuldade de um padre é trazer a novidade do evangelho, com novas palavras, nova linguagem. Querendo ou não essa atualização do evangelho é desafio diário e isso somente acontece com a prática. Fazer com que os jovens se interessem por uma mensagem que é passada de geração para geração há mais de dois mil anos é extremamente difícil, despertar essa paixão nos jovens não está nada fácil.
Tribuna: E qual a grande a alegria em exercer o sacerdócio?
Padre: São muitas né. Mas acredito que a maior delas seja poder exercer essa função e ter recebido de Deus o dom de passar adiante sua palavra seja através da Santa Missa ou de apenas uma conversa um aconselhamento. O momento em que eu mais me alegro, é quando me joelho diante do Corpo de Cristo durante a consagração, ali me sinto realizado perante Deus. Outro momento importante é quando realizo um batizado, sabe dar a direção espiritual para aquela criança, é muito bom.
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