Jacutinga fica em 135º no ranking de raios no Estado

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Os mais de 347 quilômetros quadrados do município é atingido por aproximadamente 3.000 raios anualmente, o que representa média de oito descargas diárias. O número consta no levantamento do Elat (Grupo de Eletricidade Atmosférica) do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), responsável pelo monitoramento desse fenômeno natural em todo país. Apesar de aparentemente alto, a incidência é inferior na comparação com cidades próximas.
O índice de ocorrência de descargas elétricas atmosféricas nos municípios brasileiros leva em consideração informações colhidas pelos técnicos do Elat via rede de detecção que conta com sensores espalhados nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste – BrasilDATDataSet. A rede sensorial é capaz de identificar com precisão o ponto de descarga e a intensidade. Os dados destacam a ocorrência por quilômetro quadrado e resultam em um índice que toma como base os apontamentos dos últimos sete anos.
Nesta base de cálculos, Jacutinga aparece com um índice de 8,63 raios por quilômetro quadrado anualmente. É o 135º município entre os 853 do Estado de Minas Gerais e a 2.113ª cidade brasileira com maior ocorrência de descargas elétricas atmosféricas. Na microrregião de Pouso Alegre, Andradas é a localidade que recebe maior número de raios, com índice de quase 4.680 descargas anuais. Em Minas Gerais, o município campeão é Passa Vinte, com 4.838.
O ranking regional é liderado pela cidade de Andradas, que conta 9,97 descargas por km². A segunda posição é ocupada pelo município com a menor extensão territorial da região, Albertina, cada km² dos 57,6 de sua extensão, recebem 9,58 descargas por ano. Completando o top 3 aparece Jacutinga com 8,63 raios por km². Completando as cinco cidades, estão Ouro Fino e Pouso Alegre, com 6,74 e 4,53 descargas por km², respectivamente.

Atenção
Estudos indicam que a chance de uma pessoa ser atingida diretamente por um raio é muito baixa, com média menor de uma para um milhão. Contudo, se estiver em uma área descampada sob tempestade forte, esta chance pode aumentar em até uma para um mil.
Entretanto, não é a incidência direta do raio a maior causadora de mortes e ferimentos. Geralmente são os efeitos indiretos associados a incidências próximas ou efeitos secundários que trazem risco. As descargas também provocam incêndios e queda de linhas de energia.
Por isso, especialistas alertam para os cuidados a serem tomados assim que as condições atmosféricas derem os primeiros sinais de descargas mais intensas. O principal é evitar áreas descampadas. Caso isso não seja possível, a recomendação é buscar abrigo em alguma edificação ou um carro, por exemplo.
Dentro de casa, evite se aproximar de tomadas, utilizar o telefone e manusear equipamentos ligados à rede elétrica. A cartilha do Elat orienta ainda que se estiver em um local sem abrigo próximo e sentir os pelos arrepiados, ou que a pele comece a coçar, é sinal de que um raio está prestes a cair. Neste caso, ajoelhe e curve para frente, colocando as mãos nos joelhos e a cabeça entre eles.

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